Shabat, Encontrando HaShem – Kiruv

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Anti-semitismo, alerta e compromissos da comunidade – KBO

BS”D
Hoje o mundo converge em desejo de igualdade dentre os povos, as raças, os credos, sexos e gêneros, mas a complexa relação entre o “comum” e o diferente tem preocupado também. Vive-se hoje o desejo de ser diferente e de ser igual. Fica mais difícil, à cada dia, viver nossa cultura, seja às claras ou as escondidas em um mundo onde não se aceita o que a tv ou as revistas ensinam ser o correto. O respeito ao “diferente”, quase se ofusca dia à dia.
Posto este audio para dar um alerta aos meus amigos, coreligionários e colegas, que como nós, buscam viver seu judaísmo kasher e original. Quero alertar que viver judaísmo isolado é pedir para perder sua fé ou seu status, perder a oportunidade de ajuda mútua. Os Bnei Anussim, sefaradim ou candidatos a conversão em geral devem buscar unir-se em seus moshavim (comunidades-coperativas), Kibutzim (comunidades) ou qualquer meio onde seus bairros, empregos, ajuda, comércios e shabat, sejam garantidos. Especialmente em tempos onde o anti-semitismo e a desconfiança da comunidade judaica, crescem dia-a-dia.

Peço a todos que reflitam, em especial na abertura de comunidades preocupantes que estão migrando para o Brasil e o recente apoio de estados como o RS que têm claramente, como falado à tempos atrás ocultado anti-semitas e pessoas, que, de maneira direta ou indireta não têm se comovido com a realidade anti-semita deste país. Ainda mais em momentos onde mais e mais cariocas, sentem-se desconfortáveis com a presença de mais religiosos judeus, de modo de vida “rustico”, “diferenciado”, e “Ortodoxo” invadem as ruas do Rio de Janeiro e Baixada Fluminense.

Quero novamente ressaltar como um amigo da comunidade Beit ‘Or e conselheiro da presidência, vice presidência e secretaria da Comunidade Sefaradita Kehilah Beit ‘Or, a importância de criarmos um Classificado de emprego e empresas na nossa comunidade, para que mais e mais “shomrei shabat” tenham suas empresas mantidas por nós e dando empregos para os membros dessa dignissima comunidade. E quem sabe então poderemos auxiliar mais, e mais nossa comunidade à crescer e investir em sua vida religiosa ainda mais. Que esse quadro atual mostrado no vídeo abaixo possa ajudar-nos, dando um alerta sobre o que precisamos fazer e viver.

Shabua tob à todos.

Yaakov Benlev – Segundo Secretário da Comunidade Beit ‘Or.

A Cabalá do Shabat Oculto – Encontrando a felicidade – Parashat Vayak’hel-Pecudê

BS”D
Parashat Vayak’hel-Pecudê

Shemot 35 – A Cabalá do Shabat Oculto – Encontrando a felicidade
ב –  ששת ימים תעשה מלאכה וביום השביעי יה לכם קדש שבת שבתון ליה כל העשה בו מלאכה יומת
ג לא תבערו אש בכל משבתיכם ביום השבת  
 
“2 Em seis dias trabalharás, mas o sétimo dia para vocês é santo, um sábado de descanso a HaShem. Todo aquele que trabalhar nesse dia terá que ser morto.
3 Não acendam fogo nas suas casas no dia de sábado!”
Shemot 35:2,3
O texto hebraico traz uma leitura forte para os dias de hoje. Alguns ignorantes chegam a dizer que a bíblia foi escrita em tempos bárbaros e precisava de uma severidade muito grande e hoje precisamos ter uma leitura mais leve para este texto.
Em primeiro lugar precisamos entender que, o Povo de Israel havia escolhido viver a Torah com Moshe Rabenu e caminhar junto ao povo debaixo da lei Eterna e Sagrada. Vemos isso pelo fado de 20 à 80% do povo de Israel ter permanecido no Egito. Há comentaristas que afirmam que somente 20% do povo de Israel saiu do Egito. Sendo assim, havia uma escolha à ser feita.
Porque alguém escolheria viver a torah Kedusha e mesmo assim desobedece-la deliberadamente? Estas perguntas tem vários fundos de resposta, uma delas pode ser a falta de conhecimento da importância desta mitzvah (Mandamento) e esse ponto trataremos aqui.
Outro motivo, pode ser o desapego ou desamor ao Sagrado e outras a rebelião propriamente dita, o não somente desacreditar na idéia apresentada, mas o acompanhar os seguidores somente para provar que a idéia não é válida. Não precisamos dizer que isso seria extremamente prejudicial ao povo de Israel.
Hoje tentaremos abordar os assuntos relacionados à shabat e creio que seja positivo que tenhamos além de simchat (Alegria) no shabat, conversas sobre a parasháh e sobre o verdadeiro sentido de viver a torah em nossos dias.
Bons estudos.
shabat ou SHABAT? 
Há muitos assuntos à serem explorados na parashat HaShabua, entretanto precisamos nos concentrar em alguns deles para explorar o assunto com qualidade de estudos.
Sobre esse assunto temos uma curiosiade no Shulchan Aruch, o código de lei judaica. O Shulchan Aruch é separado em quatro domos, de onde tiramos todas as Halachot, dentre estes domos, temos o Chelec Iore deá no siman 119 halahcha 7 uma incrível curiosidade. Neste Siman fala sobre quem serve ou não para Edut ou testemunha válida pela Torah.
Quem faz idolatria, por exemplo, não é válida para testemunha. Se ela disser que a carne ou alimento é kasher ou não, você não deve acreditar. Um outro exemplo diz que se, um Judeu faz aveirot (Pecados) por rebeldia também não deve ter sua palavra válida.
Vale ressaltar que estamos falando de alguém que peca deliberadamente e não alguém que fez uma aveira por conta de não conseguir se conter ou por prazer, ou até mesmo falha humana. Estamos falando de uma pessoa que aceitou viver em desobediência.
Estes assuntos, nossos chachamim de abençoada memória, nos orientaram que são a raiz dos males que perdem o respeito ou o status como testemunha fiel. Porém todos eles dizem respeito à pessoas que rejeitaram o Sagrado e Bendito seja Ele. Atém então os motivo estão absolutamente claros.
MEU CASAMENTO E O SHABAT
Entretanto o Mesmo Siman do Shulchan Aruch diz que quem profana Shabat Publicamente também perde sua credibilidade judaica. Ele perde o Edut (Testemunho) diante de um Beit Din e diante da comunidade.
Isso mostra o quanto a Shabat é importante aos olhos do Sagrado e para o nosso povo.  Segundo Nachmanides, HaShem repete muitas vezes na torah dois assuntos, o primeiro deles é a  “saída do Egito e o outro Shabat.
Sabemos que a Sagrada Torah não é um livro qualquer e sendo assim cada letra é objetiva e preciosa. Porque gastar tanto tempo e tantas vezes espaço para o mesmo assunto? Deve ser que o assunto é muito importante.
Chafetz Chaim diz que se um homem pede em casamento uma mulher que é casada ele comete um erro muito grande, porém se a mulher não se identifica como casada, com um anel, por exemplo, a gafe não é tão feia. Chafetz Chaim diz que assim também ocorre com um yehudi que não cumpre shabat. Ele perde seu status de Aliança com o Sagrado. (Com teshuvah ele recebe esse status novamente).
Porque Shabat é tão importante? Qual a razão de shabat ser um dia tão importante? Há muitas Mitzvot importantes, mas porque Shabat tem um peso tão grande?Neste dia, por exemplo, não usamos Tefilin. Porque não usamos tfilin nestes dias?

– O Homem judeu precisa de dois sinais físicos diários de aliança. Diariamente ele tem o Berit Milah e o Tefilin. O dia de shabat é um sinal físico tão forte de aliança, que se sobrepões ao Tefilin.
SHABAT É A VIDA? 
Para exemplificar a Guemaráh, em Massechet Sanhedrin 74.a traz uma opinião que não entrou na halacha (Lei judaica), porém é importante conhecermos.
Nessa Massechet aparece o Rav Elazar, que era nada mais, nada menos que o filho e aluno do Rav Shimon Bar Yochai o autor do Zohar HaKadosh. O Rav Shimon Bar Elazar é da opinião de que, “se alguém vir um yehudi a caminho de, conscientemente  profanar o shabat, o judeu deve matar essa pessoa, para impedir que ela profane o shabat”.
É obvio que isso não entrou na Halacha, a Halacha judaica diz que a vida é uma das coisas mais importantes e prioridade no judaísmo. Sendo assim, o que levou Rav Elazar a pensar que alguém poderia perder a vida no mérito de não profanar o Shabat? Isso deve ser por um motivo, para Rav Elazar o Shabat era muito mais importante que sua vida. Na Halacha (Prática da lei judaica), não entrou essa obrigação, mas ela nos ensina o quanto devemos investir na não profanação do Shabat.
Rebe Elazar quiz nos mostrar o quanto o Shabat está em pé de igualdade com a vida. É obvio que estamos falando de judeus que voluntariamente profanam este dia sagrado mesmo tendo todos os recursos para faze-lo.
Isso nos mostra o quanto nos é importante, pois a vida é algo superior no judaísmo e mesmo assim algo assim chegou a ser cogitado. No judaísmo até mesmo um sofrimento leve deve sobrepor algumas mitzvot. Por exemplo, se alguém estiver doente em risco de vida e precisar de cuidados médicos e alimentares, é permitido acender fogo no shabat para poder alimentar esta pessoa (há condições para isso, consulte um rav ou alguém habilidade para ensinar). Porém acender fogo no shabat é profanação a ele.
Outro exemplo, nós sabemos que a Tefilah (Reza ou oração) é extremamente importante para nós, porém se alguém estiver passando mal, querendo ir ao banheiro, a pessoa deve deixar o local onde está rezando com Tzibur (público), parar inclusive a amidah (Shimone ezre – 18 bençãos) e as rezas de sacrifícios, para poder aliviar seu sofrimento. Sendo assim a vida e o bem estar do ser humano são extremamente importantes. Porque cogitou-se a possiblidade de o Shabat estar tão próximo do valor da vida? Ainda mais de um Gigante como o filho do Rav Shimon Bar Yochai?
MILAGRE, SHABAT, SALVA UMA VIDA
 
O Rebe Yaakov Yisrael Kanievsky (Steipler Gaon), zecher tzadik v’kadosh livracha tinha uma cunhada chamada Rabanit greidmann, ela contava que quando Steipler HaGaon foi preso na Sibéria pelo exercito, o comandante havia o escalado para trabalhar no Shabat.
Ele pediu por favor para que ele lhe desse uma condição de ele ser escalado outro dia. O comandante lhe respondeu que teria uma condição. Que ele deveria passar entre duas fileiras de soldados perfilados em um corredor. Se ele passasse vivo por esse corredor anti-semita, ele estaria liberado.
O corredor tinha aproximadamente 60 soldados, em um ambiente violento, hostil e anti-semita. Segundo ela, o Steipler HaGaon rezou para HaShem, cobriu a cabeça e passou pelo corredor. Ao chegar no outro lado, o Steipler HaGaon desmaiou e ficou ali sem ajuda alguma por algum tempo.
Anos depois  Steipler HaGaon contando sobre essa história, foi perguntado “Qual o seu sentimento lembrando disso depois de tantos estes anos”. Ele disse, “esse foi o dia mais feliz da minha vida, porque eu tive o zechut de me esforçar em prol do Shabat para, ‘lo alenu’, não profanar o Shabat.
Ele arriscou sua vida pensando no Shabat. Essa história pode nos mostrar o quanto grande é o Shabat. Será que entendemos de fato qual a grandeza do shabat? Entendemos o quão é importante e o quanto salva nossas vidas?
Espero que este breve artigo salve sua vida, salve seu shabat, salve sua família de profanar o shabat esta linda aliança cheia de perfeição e pureza. Quando chegamos na sexta-feira tudo muda, toda a beleza do mundo vai embora e a única beleza que resta diante dos nossos olhos é saber que nossa aliança reluzente e bela está chegando à nós. vemos que o Sagrado nos entrega mais este belo e lindo presente cheio de SIMs e cheio de prazer.
No texto desta parashat eu encontrei algo lindo “Não acendam fogo nas suas casas no dia de Shabat“. Dentro da palavra “Meshbaitechem” (משבתיכם – em suas casas), encontramos a palavra Shabat (שבת). Isso faz com que o passuk tenha um shabat revelado e outro oculto, um de maneira externa e outro dentro da casa. Esse shabat oculto é um nível mais profundo de shabat que só encontra quem olha profundamente para sua casa. Como alcançar esse nível mais profundo e oculto de shabat?
Se separarmos a parte central da palavra, uma letra à direita e duas letras à esquerda, teremos no centro Shabati, ou seja “meu shabat. Quando tomamos posse em nossas casa, sabendo separar nossas prioridades, separando os demais dias, luz e as trevas, saberemos encontrar esse nível mais central e oculto de felicidade, prosperidade, amor e paz trazidas pelo shabat.SHABAT SHALOM!

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Yaakov Benlev Carneiro