Comentário da Sedráh 49
Shemot (Ex.) 8:16 – 9:35
A revelação das dizimas
Agradecimento
Caro leitor, quero dizer que meu trabalho a cada semana, dia e mês toma mais sentido e a cada momento vejo o quanto o investimento de orações e ações de corações totalmente voltados a obra maravilhosa do Eterno, O Sagrado e Bendito seja Ele tem abençoado famílias e grupos que a cada dia têm entrado em contato conosco. Tenho vivido milagres em nossa vida comunal e tenho visto que a cada dia mais jovens crianças e velhos têm visto as maravilhas de uma vida totalmente voltada ao Reino.
Quero aproveitar para agradecer aos que têm envolvido-se nesse trabalho, apesar da pouca ajuda tem sido de coração e tem sido gerado frutos. Pode ter a certeza que onde minha voz, meus escritos e onde possa chegar não só meu trabalho, mas o trabalho de todos os que nos acompanham no serviço ao Sagrado, Bendito Seja Ele, seu esforço e investimento também contribuem no Reino em caridade, em doações, em obras, em materiais e em cursos que nos ajudarão a servir com maior concentração de esforços e com maior precisão. No pouco vocês foram fieis, peço a HaShem que sobre o muito voz coloque.
Introdução
Nesta porção das escrituras, vemos a continuação das pragas e vemos que elas falam muito sobre a vontade soberana de YHWH, conforme vimos no comentário da ultima semana [1]. Na ultima semana nosso estudo demonstrou o equilíbrio que as escrituras fazem entre o respeito à vontade do homem, por parte de YHWH, porém o respeito da liberdade e o poder de livre decisão, não anula os planos e sabedoria do Senhor, o Sagrado, Bendito seja Ele. Quanto aos leitores do Sefer HaTeshuváh [2] creio que acharam elementos semelhantes entre essa e a ultima porção com o Sefer Gueliana [3] e decidi unir parte do comentário da ultima semana com comentários desta semana para assim podermos de maneira mais precisa tratar do assunto com mais detalhes e profundidade adequada, já que nosso ultimo assunto precisou de mais reflexão e mais desconstrução de conceitos estrangeiros [4].
A Sabedoria contra a idolatria
Vamos voltar um pouco até a porção anterior e verificar com calma cada praga. Porém antes desta análise queria levá-los à leitura de um livro antigo, livro este, datado provavelmente de pouco antes do primeiro século A.E.C [5].
O livro é chamado de Sabedoria de Salomão, ou simplesmente de Sabedoria [6]. Este livro é uma provável evocação a um sentimento nacionalista de luta contra a influência Helenista de Alexandria com seus cultos de zoolatria com seus Ptolomeus. Ele constantemente aborda temas relacionados a Sh’mot [7] e a Sh’lomo [8] para influenciar a juventude Israelita a resistir contra a dominação da cultura idólatra.
6 Enquanto os primeiros tinham apenas o curso inesgotável de um rio turvado de sangue e lodo 7 – castigo de um decreto infanticida, – deste-lhe, inesperadamente, água abundante, 8 para que aprendessem, com a sede que sentiram, como foram castigados os adversários. 9 Quando sentiam, com efeito, provações que não eram senão correção de misericórdia, compreendiam os tormentos dos ímpios sentenciados com cólera; 10 pois aos teus provaste como pai que repreende, mas a eles castigaste como rei severo que condena.
Chochmat 11:6-10
É importante compreendermos a posição do pensamento judaico da época e compreendermos que o Senhor, O Sagrado, trabalha diretamente para aos que desejam a sua vontade e seus propósitos. Nosso coração deve estar inclinado para seus propósitos e seus desejos. Qual não é o filho que amando o seu pai e sua mãe não deixaria seus afazeres pessoais e suas ambições para honrar seus bons pais em seus desejos e projetos. Assim também compreendemos que se desejamos que o Santo de Israel se volte para nós, precisamos agir como filhos amorosos para que sua posição de graça também se volte para nós.
Sinais e Maravilhas
Ao estudar, verifiquei que a tradição fala sobre pragas, porém analisando as escrituras de maneira mais simples e direta, como tudo que provem de YHWH, verifiquei que trata de sinais e Milagres (Maravilhas). No texto original temos a palavra Ototei [9] e Mowfetei [9], que significam sinais e milagres. Sendo assim podemos verificar que sinais servem nas escrituras como uma verificação e o entendimento da vontade e o desejo do Eterno, o Sagrado e bendito de Israel para com seu povo e não necessariamente como castigo. Milagres são as influencias que o Amado de nossas almas influencia na natureza e a existência em prol de sua vontade e seus filhos dentro do Reino.
Isso só demonstra o amor e a graça do Eterno para com os homens, pois as pragas seguem uma ordem progressiva de sinalização. Paróh poderia arrepender-se e seu coração poderia fazer teshuvah (retornar) a vontade real do Senhor, mas não o fez e o Eterno só usou de forças maiores em seus sinais depois que o rei de Mitzrayim (Egito) [10] esgotou todas as suas chances de teshuvah (retorno ou arrependimento).
O Senhor enviou seus sinais de maneira progressiva. Aos poucos vemos que Ele vai afetando o mundo externo dos egipsios e depois vai aos poucos aproximando os sinais da realidade dos egípcios e poderemos ver a associação relativamente próxima dos 10 sinais com a Asseret HaDibrot [11].
Graça em meio ao caos
Primeiro o vemos afetar a natureza inanimada alterando a estrutura do Rio Nilo, considerado pelos Egípcios como sendo uma divindade, bem como um dos principais motivos de sua prosperidade. Depois a uma interferência direta nos animais de pequeno porte. Depois ocorre a morte do gado e por fim, na sedrá desta semana, pessoas e animais são afetados por ulceras e o afetar direto de granizo sobre a terra.
YHWH sabia o que aconteceria ao final do décimo sinal, porém era importante ele deixar margem para que progressivamente alguns egípcios convertessem-se a YHWH. Se YHWH não fortalecesse o coração de Faraó, faraó não teria forças para resistir e teria enviado os israelitas no primeiro sinal e os egípcios que deveriam seguir a Isra’El jamais serial livrados da idolatria. A cada sinal desde o mais leve até o mais severo YHWH demonstra seu amor e sua graça para os que desejassem servi-lo.
Os sinais de obediência e desobediência
1º Sinal – As águas, o guardião e a dependência.
O primeiro sinal foi das águas transformadas em sangue. Este primeiro sinal está registrado em Shemot (Êx.) 7.14-25. podemos verificar que as águas em meio a sociedade mais antiga era algo relacionado à prosperidade, a organização das cidades, transportes e alimentação. Sendo assim atingir as águas é ir diretamente contra o principio de sobrevivência. Fora o fato de o Nilo ser considerado uma deidade para os Egípcios. Podemos tirar vários significados disso, mas gostaria que você lesse por um instante Gueliana (Ap.) 8.8, bem como Gueliana (Ap.)16.4-7.
O Segundo Anjo tocou o seu Shofar, e foi lançado no mar como que uma grande montanha ardendo em fogo, e tornou-se em sangue a terça parte do mar.
Gueliana (Ap.) 8.8
4 O terceiro anjo derramou a sua taça nos rios e nas fontes das águas, e se tornaram, e, sangue. 5 E ouvi o anjo das águas dizer: Justo és tu, que és e que eras, Kadosh; porque julgaste estas coisas; 6 porque derramaram o sangue de santos e de profetas, e tu lhes tens dado sangue a beber; eles o merecem. 7 E ouvi uma voz do altar, que dizia: Na verdade, ó YHWH Elohim, El Shaday, verdadeiros e justos são os teus juízos.
Gueliana (Ap.) 16.4-7
Apesar de alguns estudiosos defenderem que o afetar das águas do Nilo seja uma afronta a crença da deidade dos seres inanimados e dos animais, vejo também que em Gueliana (Ap.) as águas também são afetadas, demonstrando que seria um primeiro estágio antes de tocar nos homens, uma espécie de alerta preliminar. Não descarto a possibilidade do desejo do Eterno em ferir os “poderes” das crenças politeístas de Mitzraiym (Egito).
Podemos inclusive fazer analogias entre os 10 ditos com os 10 sinais. A água potável é para a sociedade antiga tão importante para a sociedade moderna. Veja como ela também é afetada e surpreendentemente de igual modo às “pragas” do Egito. Podemos fazer a seguinte analogia: – Não dependa da sobrevivência ou de outro poder existente para a sua salvação, sua salvação vem de YHWH que criou os céus e a terra e tudo o que neles há.
1ª Mitzvah (mandamento)
Eu sou YHWH, Eloheiha (Sua fonte de poder suprema), que te tirei da terra do Egito, da casa dos escravos.
Devarim 5:6
Há uma preocupação do mundo moderno, bem como do Oriente Médio e Ásia da antiguidade quanto à sobrevivência em meio à escassez de água potável. Porém o que devemos aprender nesta Sedráh é que nossa dependência deve ser de YHWH a existência de toda a fonte de poder e suprimento, porém nem sempre compreendemos isso nas traduções em português. Sendo assim YHWH estava buscando fazer os egípcios compreenderem que Ele é nossa total fonte de suprimento.
Alguns teólogos defendem também que seria uma afronta a Hapi, um dos poderes dos egípcios, e o protetor das inundações do Rio Nilo considerado também um poder celestial. Hapi não pode impedir que YHWH alterasse a estrutura do Nilo que se mostrava frágil diante do poder do El-Elion.
2º Sinal – Rãs, dos pais nos filhos e nas gerações.
O segundo sinal, igualmente ao primeiro nos mostra algo muito interessante, as rãs que aqui aparecem eram entendidas pelos Egípcios como sendo a representante do poder da fertilidade chamada de Hekt. As rãs eram uma espécie de sinal de benção para as futuras gerações e representavam o propagar das novas gerações, ou seja filhos e filhos dos filhos.
12 derramou o sexto a sua taça sobre o grande rui Eufrates, cujas águas secaram, para que se preparasse o caminho dos reis que vem do lado do nascimento do sol. 13 então, vi sair da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs; 14 Pois são espíritos de demônios, que operam sinais; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo, para os congregar para a batalha do grande dia do El-Shadai. 15 (Eis que venho como ladrão. Bendito aquele que vigia, e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua nudez.) 16 E eles os congregaram no lugar que em hebraico se chama Har Meguido (Armagedon).
Gueliana (Ap.)16.12-16
Comparando Gueliana (Ap.) com Shemot (Ex.) verificamos que um fere principalmente o Nilo, águas representantes do Egito e no outro o que é ferido é o Eufrates. O Eufrates representava o limite oriental do Império Romano; Porém lá também em tempos mais antigos encontravam-se as nações inimigas de “Am Isra’El” [12].
17 Mas YHWH fará vos fará vir sobre ti, sobre teu povo e sobre à casa de teu pai, por intermédio do rei de Ashur (Assíria) dias tais, quais nunca vieram, desde o dia em que Efraim se separou de Yehudah.
20 Naquele dia, separar-te-a YHWH com uma navalha alugada doutro lado do rio a saber por meio do rei de Ashur, a cabeça e os cabelos das vergonhas [13] e tirará também a barba[14].
Yeshaiahu (Is.) 7.17 e 20
Sendo assim Gueliana dá delineações sobre de onde virá o flagelo. Conforme Gueliana mesmo nos informa no perek (cap.) 16, virão os inimigos dalém do Eufrates do lado oriental, da parte dos inimigos mais antigos e tradicionais do nosso povo. É preciso atenção e novamente crermos que na batalha final, conforme foi em Mitzraim, o Sinal da aliança e da obediência estará sobre os filhos de Ysra’El, Ele será nosso refugio e fortaleza.
Verifique que todas as passagens nos lembram de povos, nos falam sobre patriarcado e para os Egípcios as rãs eram símbolo de filiação e descendência. Agora verifique a segunda praga com a segunda Mitzvah:
2ª Mitzvah (mandamento)
“7 Não terás outros poderes diante de mim. 8 não farás para ti imagem de escultura, figura alguma do que há em cima, nos ceusm e abaixo, na terra, e nas águas, debaixo da terra. 9 não te curvarás diante deles, nem os servirás, pois Eu sou YHWH, teu Poder Supremo, Poder Supremo de Zelo, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, sobre a terceira e quarta gerações, aos que Me aborrecem, 10 e faço misericórdia até duas mil gerações aos que Me amam e aos que guardam Minhas Mitzvot (Mandamentos).”
Devarim (Deut.) 5.7-10
Nesta segunda mitzvah vemos que há uma grande ligação entre as nossas gerações e a dependência do Senhor. Não devemos ter em nós dependência de mais ninguém a não ser de YHWH. Nossa posteridade está em suas mãos e não há outra forma de confiarmos nossos filhos, netos e futuras gerações se não nas mãos do Senhor. O que HaShem o Sagrado de Ysra’El estava demonstrando ao Egito e anos, é que nosso futuro, o futuro de nossos filhos não está nas mãos de outro poder se não o Poder Supremo de YHWH nosso pai, nosso redentor, nosso Patriarca.
3º Sinal – Invasão de Piolhos
O terceiro sinal fala diretamente a representação sacerdotal do povo egípcio. O pó da terra era considerado sagrado para os Egípcios, e os saerdotes egípcios, ao ministrarem nos lugares tidos por eles como sagrados usavam vestimentas brancas de linho e estas deveriam ser extremamente brancas. Eles rapabam as cabeças antes de entrar para seus locais sagrados e examinavam minuciosamente porque não poderiam ter em seus corpos ou suas vestes qualquer inseto ou adjeto. Sendo assim os Sacerdotes egípcios ficaram impossibilitados de cumprirem seus rituais.
Neste ponto vemos que os Egípcios não tiveram a quem recorrer em meio aos sinais que sofriam. YHWH seria a ultima oportunidade de salvação para os que ainda desejassem salvar-se. Sendo assim esta oportunidade era correspondente ao seguinte mandamento:
3ª Mitzvah (mandamento)
Não tomarás o nome de YHWH, seu Supremo poderoso, em vão; porque não livrará ao que tomar seu nome em vão.
Devarim (Deut.) 5.11
YHWH pretendia mostrar o quanto todos os povos dependem somente dEle e somente Ele poderia os livrar. Nossas vidas estão debaixo da graça, do amor e do escape do Senhor e nada mais deve ser fonte de desvio desse amor e dessa liberdade que temos em segui-lo.
4º Sinal – Moscas, o escaravelho e a Shabat
Interessante é que o escaravelho, um dos insetos alados do Egito era um representante do sol, isso porque o escaravelho rolava uma pequena porção de fezes de um lugar para outro e nela depositava seus ovos e os enterrava.
Depois de um tempo os novos seres nasciam como se estivessem nascendo por conta própria, por isso esses seres eram comparados ao circulo solar e a renovação da vida. Khepa era uma divindade que arrastava-se no chão com fezes e era comparada ao poder de mover o sol e a renovação da vida, bem como a ressurreição.
De fato não está claro que tipo de inseto o texto original se refere, mas é provável que se trate de um termo geral para designer uma terrível invasão de seres alados de vários tipos. Isso deixa os Egípcios atônitos, como um dos seus principais poderes celestiais não poderia conter seus “iguais”, já que khepra era um destes seres alados que detinha o controle sobre os outros.
4ª Mitzvah (mandamento)
12 Guarda o dia de Shabat, para santifica-lo, como te ordenou YHWH sua suprema fonte de poder.
Devarim (deut.) 5.12
O escaravelho pára os egípcios representava o controle dos dias, estações e dos anos, representava os ciclos e as estações.
Porém para os Israelitas os tempos são marcados pelas alianças e os tempos apontados por YHWH. Os ciclos são memoriais de alianças, festas e intimidade. YHWH partilha conosco suas alegrias relacionadas com a humanidade e nós respondemos a essa forma de intimidade.
Shabat semanal, bem como o shabat de anos e shabat de tempos de longa duração são datas especiais para o Eterno, O Sagrado e Bendito seja Ele. Shavuot [15], é um shabat especial e nele comemoramos o recebimento da Sagrada Toráh aos nossos pais, bem como em Shavuot a Ruach HaKodesh (Espírito Santo), nos foi entregue para que pudéssemos ser revestidos de poder para levarmos as boas novas da aplicação da toráh e da justiça em Yeshua.
Para os egípcios a ressurreição dos mortos, a nova vida e a renovação dos tempos estava em Kepra, para nós está em Yeshua que é o Adon de Shabat (Senhor do descanso). Nosso shabat milenar, o milênio onde reinaremos e descansaremos definitivamente das dores e do sofrimento da vida será pleno n’Ele. Shabat é um sinal de aliança eterna, assim como refere-se a escritura e sendo assim nossa aliança com Yeshua e nossa vida eterna é renovada a cada shabat.
5º Sinal – Peste nos rebanhos, a perda da honra.
Neste quinto sinal uma potestade egípcia conhecida como Amon era o regente dos rebanhos e venerado por guardar a vida dos rebanhos e suprimento da vida desses rebanhos. HaShem neste ponto zomba de um dos poderes importantes para o Egito. Cuidar de rebanhos é algo tão voltado para as questões familiares que o próprio YHWH é comparado com um bom pastor. Pastores cuidam de seus animais, pois sabem que eles suprem a necessidade de suas famílias e são fonte de alimento.
5ª Mitzvah (mandamento)
16 Honra a teu pai e tua mãe, como te ordenou YHWH, teu Elohim, para que se prolonguem os seus dias e para que te seja bem para ti na terra que YHWH, teu Elohim, te dá.
Devarim (Deut.) 5.16
Nós temos a responsabilidade de guiarmos nossos filhos, porém cada israelita deve ter a missão de vida de honrar a seus pais. Neste aspecto o rebanho cuida de seus pastores. Infelizmente a sociedade ocidental moderna perdeu os valores de cuidado para com os mais velhos. Perde-se o respeito e a honra para com aqueles que nos deram tudo o que tinham para nos suprir e se algo nos faltou, não foi por ambição pessoal, mas por não terem de onde tirar. Seja em afeto, amor ou coisas materiais. A honra da ovelha que cuida dos mais velhos da matilha deve continuar sempre.
Dentro dos rebanhos de Israel não foi encontrado a peste dos rebanhos e se andarmos segundo os preceitos do Altíssimo, nossos rebanhos ficarão longe da peste da falta de honra aos pais, pois o amor aos filhos reinará.
6º Sinal – Ulceras e feridas distantes da fonte da vida.
Neste sinal vemos um aparente conflito entre o sexto sinal e a sexta mitzvah. Se por um lado o sexto sinal é uma ferida que pode causar a morte, a sexta mitzvah fala diretamente da proteção da vida.
Os egípcios tinham uma potestade que geralmente era aclamada depois das guerras, confrontos ou situações de doenças, seu nome era Tifon. Tifon era a potestade que prometia curar todas as doenças existentes ou feridas causadas por qualquer fonte ou espécie. Aparentemente era aquele que livraria os egípcios de enfrentarem situações de morte.
Após ser invocado as cinzas do altar eram lançadas sobre o doente e ele era após isso curado de suas enfermidades.
Em todo o caso, o Egito não buscou a YHWH a fonte da vida. Todo aquele que está distante de YHWH está distante da fonte da vida, pois sabemos que mesmo se perdermos esta vida passageira, jamais esqueceremos que elas nos serão devolvidas no tempo oportuno, quando a fonte da vida nos retornará o fôlego da vida.
6ª Mitzvah (mandamento)
17 não assassinarás. – Devarim (Deut.) 5.17
Se o homem compreender que nós não temos o direito de deliberadamente tirar a vida de alguém, ou se ao menos reconhecermos que de fato a vida que todos têm não nos pertencem, mas ao autor da vida, todas as perspectivas de vida mudarão. Creio que o grande erro dos egípcios foi privar seres humanos de maneira tão cruel quanto estavam fazendo. Muitos dos Israelitas estavam vivendo como mortos vivos, pois suas vidas não estavam sendo vividas em plenitude, pois como diz o tehilim, todo o ser que respira louve a YHWH. Mesmo aos servos de Israel pela Torah tinham seus direitos assegurados, tinham descanso, bem como direito a liberdade por tempo de serviço. Aprisionar pessoas e vida pode ser o mesmo que deixá-los em um estado de inanição próximo da morte. Infelizmente é isso que muitas tradições humanas e religiosas fazem, privam as pessoas de viverem uma vida plena e saudável. Tornando pessoas como escravos dos egípcios. Mas foi para a liberdade que Mashiach nos libertou. Pois como diz o texto da saída do Egito na Berit Chadasha, Ele é nosso cordeiro pascoal que tira o pecado do mundo.
1 Ouvi, vinda do Beit Hamikdash (templo), uma grande voz, dizendo aos sete Malachim(Anjos): Ide e derramai pela terra as sete taças da cólera de Elohim.
2 Saiu, pois o primeiro Malach (Anjo) e derramou sua taça pela terra, e , aos homens portadores da marca da besta e adoradores da sua imagem, sobrevieram ulceras malignas e perniciosas.
Gueliana (Ap.) 16.1-2
Apocalipse mostra que os mesmos sinais serão enviados aos que foram marcados pelo sinal das feras. É interessante porque as escrituras dizem que Shabat é uma aliança e mais que uma aliança é um sinal eterno entre YHWH e os filhos de Israel. Sendo assim você escolhe que marca quer ter, se a marca do Senhor ou a marca do maligno.
7º Sinal – Em meio a Chuva de pedras, abra o guarda-chuva da fidelidade
A destruição mais pesada veio em fim neste momento, quando a fúria de HaShem foi vinda sobre toda a terra.
“E a saraiva feriu, em toda a terra do Egito, tudo quanto havia no campo, tanto homens como animais; feriu também toda erva do campo, e quebrou todas as árvores do campo. Somente na terra de Gósen, onde se achavam os filhos de Israel, não houve saraiva” Shemot (Ex.) 9.25-26
Goshen em hebraico divide raiz com duas outras palavras: gashem (chuva, aguaceiro) e gashash que significa sentir com as mãos, afagar. O Eterno estava separando, delineando a área de atuação da destruição. Entender que o Eterno em meio a destruição quer salvar e livrar os que o amam e o temem é importantíssimo em tempos de crise. Entender que ele é quem nos providencia o afago e o escape é mais que importante, é entender sua vontade, amor e fidelidade.
E sobre os homens caiu do céu uma grande saraivada, pedras quase do peso de um talento; e os homens blasfemaram de Elohim por causada da praga da saraivada; porque a sua praga era mui grande.
Gueliana (Ap.)16.21
7ª Mitzvah (mandamento)
17 Não adulterarás. – Devarim (Deut.) 5.17
Em um momento de grandes decisões, devemos nos colocar sob as mãos daquele que é poderoso para nos livrar. Os maus e injustos, diante dos problemas reclamam e blasfemam. Porém os íntegros e justos abrigam-se sob as mãos de afago do todo poderoso. Yeshua mesmo disse que os que o amam guardam os mandamentos de seu Pai. Quantos dos que dizem amar ao Senhor, e seus lábios o louvam, mas os corações estão longe da obediência. Nesta porção das escrituras aprendemos na prática a diferença de quem ama e de quem simplesmente temerá por conta dos sinais. Os que amam, aproximam-se dele em amor e em obediência, pois o bom filho obedece seus pais, quanto aos maus e desobedientes vão para fora, onde haverá choro e ranger de dentes.
Leia novamente os 10 mandamentos, ore ao Eterno e peça forças para prosseguir em uma vida de integridade e proximidade com o Senhor, pois então ele lhe dará a conhecer a sua vontade que é Boa Agradável e Perfeita.
Por:
Ya’akov Benlev
Kehilah Beit ‘Or – Rio de Janeiro
www.beitor.wordpress.com
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Em um mundo cheio de injustiça, muitos continuam com a mentalidade de obter vantagens sobre outros. Meu pedido é que cada um contribua voluntariamente com o trabalho dedicado a estes estudos. Caso seja seu desejo ajudar as pesquisas e o mantimento deste trabalho, nos ajude, entre em contato.
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© 2012 - Ya’akov Benlev – www.beitor.wordpress.com
[1] Você pode fazer o download dos arquivos de todos os comentários feitos por Ya’akov Benlev, professor da comunidade Beit ‘Or do de Nova Iguaçu Rio de Janeiro no site da comunidade no link de downlad.
[2] Sefer HaTeshuvah (livro do retorno) é usado por muitos grupos como sendo um dos nomes dados ao Novo Testamento, isso por conta do seu discurso de arrependimento. Para entendermos melhor o que os ouvintes das boas novas entendiam com esse discurso experimente imaginar que eles entendiam arrependimento como conversão, mudança de caminho ao ponto inicial, ou retorno e entenderemos o que realmente as escrituras querem nos dizer.
[3] (Apocalipse) Gueliana vem do aramaico manifestação ou revelação e fala diretamente da missão do Messias de Israel, procure em nosso site sobre apocalipse, creio que será de grande edificação para sua vida.
[4] (Goyim , extrangeiros, nações) A bíblia nos orienta não seguirmos os costumes das nações e seguirmos a orientação e direcionamento diretamente do Senhor dado ao seu povo nas escrituras.
[5] A.E.C – Boa parte dos estudiosos preferem usar o termo Antes da Era Comum, ou Calendário Gregoriano, pois o calendário gregoriano não revela com exatidão a data da vinda do Messias ao mundo, há pelo menos um salto de 7 anos de erro na contagem.
[6] Sabedoria de Salomão (Chochmat Sh’lomo) ou simplesmente Chochmat (Sabedoria).
[7] Shemot (êxodo) ou da tradução do hebraico nomes, pois o livro inicia a contagem dos nomes.
[8] Sh’lomo, nome hebreu de Salomão.
[9] Ototei (אתתי) significa meus sinais e Mowfetei (מופתי) significa minhas maravilhas, sinais, milagres ou prodígios. Ou seja YHWH não os chama de pragas, mas sinais de seu poder e sua vontade.
[10] Nitzraim (Egito), do hebraico limites, ou limitações.
[11] Asseret HaDibrot (10 mandamentos), do hebraico 10 ditos, ou 10 proclamações.
[12] Am Isra’El – Do Hebraico, povo de Israel, com uma tradução mais livre, O povo do poder celestial de príncipe.
[13] Os estudiosos dizem que os cabelos das vergonhas citado nesta passagem são os pelos dos pés, conforme Yeshaiahu (Is.) 6.2. Está seria uma figura de linguagem literária que descreve a parte mais inferior do corpo, ou a menos elevada, o que para a época é fácil de compreender-se já que os pés fora de casa seria o que tem mais contato com a sugeira do solo e com os estercos dos animais estando desnudos, o que representaria uma derrota e humilhação em plenitude.
[14] Até hoje nas sociedades Israelitas a barba é um sinal de respeito e honra, porém nas sociedades mais antigas esse símbolo era ainda mais importante. Em épocas de figuras bem delimitadas e com diferenças ainda mais marcantes, o homem deveria ser cada vez mais diferente que a mulher e sendo assim a barba seria um marco delineador. Um grande exemplo da importância da barba na vida Israelita leia Shemuel Beit (2Sam.) 10.5 “Quando isso foi dito a Dawid, enviou ele mensageiros a encontrá-los, porque aqueles homens estavam sobremaneira envergonhados; e mandou dizer-lhes: Deixai-vos estar em Jericó, até que vos torne a crescer a barba, e então voltai. Sendo assim um homem feito, sem barba era considerado desonrado.
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